A Uefa rejeitou a suspensão automática apresentada pela Fifa contra o atacante Folarin Balogun, da seleção dos EUA, após o cartão vermelho na derrota para a Bósnia em 1º de julho. A entidade chamou a decisão de sem precedentes e injustificável, afirmando que ultrapassou os limites das regras.
Segundo a Uefa, a suspensão automática mínima de um jogo já está prevista no regulamento e não admite exceções, especialmente no meio de uma Copa do Mundo. A organização ressaltou que a aplicação desigual do protocolo ameaça a integridade da competição.
Balogun, artilheiro dos EUA no torneio com três gols, foi punido com suspensão automática por cartão vermelho. A equipe norte-americana, então, deveria ficar sem o jogador na fase de oitavas de final, conforme o regulamento da Fifa.
A decisão da Fifa gerou tensão entre as duas entidades. A Uefa informou que a credibilidade do torneio fica abalada quando as regras não são observadas de forma igualitária, especialmente em estágios decisivos.
Em campo, os EUA enfrentaram a Bélgica na segunda-feira, às 21h, em Brasília, com Balogun sem atuar por cumprir a suspensão. A partida havia sido definida dentro do calendário do grupo, com o atacante mantendo a liderança da equipe.
A nota da Uefa enfatizou que decisões de regulamento devem ser tratadas com clareza para evitar precedentes que desequilibrem a competição. A entidade reforçou que o futebol depende de regras iguais para todos os jogadores.
No contexto, a tensão entre Uefa e Fifa já havia ganhado contornos com mudanças de árbitros designados para a Copa do Mundo de 2026 e com controvérsias administrativas envolvendo oficiais de outros continentes.
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