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Messi se despede da Argentina com gol, duas assistências e 3 a 0

Camisa 10 participou de todos os gols no Monumental lotado e foi ovacionado com o jogo parado aos dez minutos

Messi marcou de pênalti, deu duas assistências e recebeu o título de Doutor Honoris Causa no dia de sua despedida da seleção argentina (Foto: MAXI FRANZOI / AGIF / AGIF VIA AFP)

A Argentina venceu o Benim por 3 a 0 na noite desta terça-feira (6), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, no amistoso que marcou a despedida de Lionel Messi da seleção.

O camisa 10 participou diretamente dos três gols.

Foi a 208ª e última partida do atacante com a camisa da Albiceleste, 21 anos depois da estreia.

Lágrimas antes da bola rolar

Messi chegou ao Monumental chorando. As câmeras o flagraram no ônibus da delegação tentando se recompor com um lenço enquanto acenava para os torcedores nas ruas.

Durante a execução do hino nacional, ele voltou a se emocionar ao lado de Lionel Scaloni. A emoção se repetiu em outros momentos da noite.

Jogo começou morno

Apesar do clima de festa, a Argentina não impôs o domínio esperado no primeiro tempo. O placar só abriu na etapa final. Em escanteio cobrado pelo camisa 10, Otamendi se desvencilhou da marcação e cabeceou para o gol.

Pouco depois, Messi encontrou Nico Paz na entrada da área, e o meia acertou um chute colocado sem chance para o goleiro.

O terceiro saiu de pênalti, sofrido por Giay. Messi bateu com a canhota e marcou pela última vez com a camisa argentina.

Partida parou aos dez minutos

A homenagem mais simbólica aconteceu ainda no primeiro tempo.

Aos dez minutos, o árbitro interrompeu a partida para que Messi recebesse os cumprimentos dos jogadores em campo e a ovação dos mais de 80 mil presentes.

Antes disso, o capitão do Benim já havia entregado um presente ao argentino no círculo central.

Festa dentro e fora do estádio

A AFA preparou a cerimônia com shows antes do apito inicial e um espetáculo audiovisual sobre a trajetória do jogador, das raízes em Rosário até a Copa do Mundo.

Messi entrou em campo com um uniforme criado para a ocasião, com a bandeira argentina na vertical, um Sol de Maio ampliado e detalhes dourados no escudo, no nome e no número 10. “Último jogo… Uma camisa para toda a vida”, escreveu ao apresentar a peça.

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Foto: Divulgação/Argentina

Quem ficou sem ingresso acompanhou tudo na Fan Fest “Gracias, Leo”, montada pela AFA no Campo de Deportes da Universidade de Buenos Aires, a menos de um quilômetro do estádio, com programação de 12 horas e transmissão em telão.

Doutor Honoris Causa

Horas antes do jogo, no CT da AFA em Ezeiza, Messi recebeu da Universidade de Buenos Aires o título de Doutor Honoris Causa, a maior distinção acadêmica concedida pela instituição. A resolução havia sido aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior na semana anterior.

“Poder receber um reconhecimento assim é um orgulho para mim, principalmente poder dizer que sou um doutor honorífico”, disse o jogador durante a cerimônia.

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Foto: Divulgação/Argentina

Ciclo que começou com uma expulsão

A trajetória pela seleção principal começou em agosto de 2005, contra a Hungria, em uma estreia que durou menos de dois minutos e terminou em cartão vermelho.

Messi encerra como maior artilheiro da história da Argentina, agora com 126 gols e 70 assistências em 208 jogos.

Os títulos demoraram a vir. Depois de perder as finais das Copas América de 2007, 2015 e 2016 e a decisão da Copa do Mundo de 2014, conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024. Em 2026, foi vice-campeão mundial.

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