A Argentina venceu o Benim por 3 a 0 na noite desta terça-feira (6), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, no amistoso que marcou a despedida de Lionel Messi da seleção.
O camisa 10 participou diretamente dos três gols.
Foi a 208ª e última partida do atacante com a camisa da Albiceleste, 21 anos depois da estreia.
Lágrimas antes da bola rolar
Messi chegou ao Monumental chorando. As câmeras o flagraram no ônibus da delegação tentando se recompor com um lenço enquanto acenava para os torcedores nas ruas.
Durante a execução do hino nacional, ele voltou a se emocionar ao lado de Lionel Scaloni. A emoção se repetiu em outros momentos da noite.
#AD10S 🐐
⚽️ #Argentina 🇦🇷 🆚 Benín 🇧🇯
🥹 Momentos que no vamos a olvidar
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— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) October 6, 2026
Jogo começou morno
Apesar do clima de festa, a Argentina não impôs o domínio esperado no primeiro tempo. O placar só abriu na etapa final. Em escanteio cobrado pelo camisa 10, Otamendi se desvencilhou da marcação e cabeceou para o gol.
Pouco depois, Messi encontrou Nico Paz na entrada da área, e o meia acertou um chute colocado sem chance para o goleiro.
O terceiro saiu de pênalti, sofrido por Giay. Messi bateu com a canhota e marcou pela última vez com a camisa argentina.
#AD10S 🐐
⚽️ #Argentina 🇦🇷 3 🆚 Benín 🇧🇯 0
🗣️ Otro más. En su noche.
Quisiera que esto dure para siempre 🎵 https://t.co/gN10KPICGY
— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) October 7, 2026
Partida parou aos dez minutos
A homenagem mais simbólica aconteceu ainda no primeiro tempo.
Aos dez minutos, o árbitro interrompeu a partida para que Messi recebesse os cumprimentos dos jogadores em campo e a ovação dos mais de 80 mil presentes.
Antes disso, o capitão do Benim já havia entregado um presente ao argentino no círculo central.
#AD10S 🐐
⚽️ #Argentina 🇦🇷 🆚 Benín 🇧🇯
📽️ Los aplausos en el minuto sagrado 👏
📍 Estadio Monumental https://t.co/4O4JP29Fnc
— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) October 6, 2026
Festa dentro e fora do estádio
A AFA preparou a cerimônia com shows antes do apito inicial e um espetáculo audiovisual sobre a trajetória do jogador, das raízes em Rosário até a Copa do Mundo.
Messi entrou em campo com um uniforme criado para a ocasião, com a bandeira argentina na vertical, um Sol de Maio ampliado e detalhes dourados no escudo, no nome e no número 10. “Último jogo… Uma camisa para toda a vida”, escreveu ao apresentar a peça.
Foto: Divulgação/Argentina
Quem ficou sem ingresso acompanhou tudo na Fan Fest “Gracias, Leo”, montada pela AFA no Campo de Deportes da Universidade de Buenos Aires, a menos de um quilômetro do estádio, com programação de 12 horas e transmissão em telão.
Doutor Honoris Causa
Horas antes do jogo, no CT da AFA em Ezeiza, Messi recebeu da Universidade de Buenos Aires o título de Doutor Honoris Causa, a maior distinção acadêmica concedida pela instituição. A resolução havia sido aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior na semana anterior.
“Poder receber um reconhecimento assim é um orgulho para mim, principalmente poder dizer que sou um doutor honorífico”, disse o jogador durante a cerimônia.
Foto: Divulgação/Argentina
Ciclo que começou com uma expulsão
A trajetória pela seleção principal começou em agosto de 2005, contra a Hungria, em uma estreia que durou menos de dois minutos e terminou em cartão vermelho.
Messi encerra como maior artilheiro da história da Argentina, agora com 126 gols e 70 assistências em 208 jogos.
Os títulos demoraram a vir. Depois de perder as finais das Copas América de 2007, 2015 e 2016 e a decisão da Copa do Mundo de 2014, conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024. Em 2026, foi vice-campeão mundial.
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