- Marrocos chegou às semifinais da Copa do Mundo de 2022, tornando-se a primeira seleção africana a alcançar esse estágio, ao eliminar Espanha e Portugal no Qatar.
- O desempenho é entendido no país como resultado de um projeto de longo prazo envolvendo investimento em infraestrutura, desenvolvimento e captação de talentos.
- O Complexo de Futebol Mohammed VI, em Salé, é o símbolo dessa transformação: investidos cerca de 75 milhões de euros, hoje mais de 470 milhões de reais.
- O complexo abriga 11 campos, hotéis, hospital universitário, centro odontológico, museu do futebol e outros espaços, além de sediar a Federação Internacional de Futebol na África desde julho de 2025.
- O espaço sustenta a estratégia de observação de atletas marroquinos no exterior e já viu jogadores de origem marroquina, como Brahim Díaz e Achraf Hakimi, defenderem a seleção; também atraiu o Real Madrid como base de treinamentos no Mundial de Clubes de 2022.
A campanha histórica de Marrocos na Copa do Mundo de 2022 assustou o planeta ao eliminar Espanha e Portugal e alcançar as semifinais no Qatar. Os Leões do Atlas passaram a representar as barreiras quebradas pelo futebol africano naquele Mundial.
Dentro do país, o crescimento foi visto como fruto de um projeto de longo prazo em infraestrutura, desenvolvimento e captação de talentos pelo mundo. O foco era ampliar opções e fortalecer a base da seleção.
O Complexo Mohammed VI, em Salé, próximo a Rabat, simboliza essa transformação. Inaugurado em dezembro de 2019, recebeu investimento estimado em 75 milhões de euros, hoje superior a 470 milhões de reais.
Mohammed VI Complexo: estrutura e ambições
O centro tem 11 campos, dois cobertos, cinco hotéis, hospital universitário, centro odontológico, quadras de futsal, piscinas olímpicas, centro de medicina esportiva e museu da história do futebol marroquino. A gestão concentra atletas, treinadores e profissionais.
A sede oficial da Fifa na África está lá, inaugurada em julho de 2025 pelo presidente Gianni Infantino. Outro pilar é um centro de observação de atletas, concluído no começo deste ano, monitorando jogadores de origem marroquina ao redor do mundo.
Essa estratégia amplia as opções da seleção nacional. Entre os exemplos, Brahim Díaz e Achraf Hakimi, nascidos fora de Marrocos, escolheram defender os Leões do Atlas.
Patamar internacional e viagem aos EUA
O Complexo Mohammed VI ganhou projeção global ao sediar parte do Mundial de Clubes de 2022, com o Real Madrid como base de treinamentos. A equipe espanhola sagrou-se campeã ao vencer o Al Hilal na final.
Mais recentemente, o centro recebeu jogos da Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2025, ampliando ainda mais a visibilidade internacional do projeto.
Marrocos chega à Copa do Mundo de 2026 com status diferente do observado em 2022. Mantém-se no Grupo C, e a primeira adversária será o Brasil.
O encontro está marcado para este sábado, 13, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium.
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