Kylian Mbappé e Lionel Messi transformaram a Copa do Mundo de 2026 em uma corrida contra um recorde que existe há mais de sete décadas. Em 1950, Ademir de Menezes, o Queixada, terminou o Mundial com 15 participações em gols pelo Brasil, o recorde da história do torneio até então, empatado com o francês Just […]
Kylian Mbappé e Lionel Messi transformaram a Copa do Mundo de 2026 em uma corrida contra um recorde que existe há mais de sete décadas. Em 1950, Ademir de Menezes, o Queixada, terminou o Mundial com 15 participações em gols pelo Brasil, o recorde da história do torneio até então, empatado com o francês Just Fontaine, que também alcançou a marca em 58.
Novos nomes na disputa
Mbappé já soma 11 participações em gols nesta edição da Copa, com oito gols e três assistências em seis partidas. As duas mais recentes vieram contra Marrocos: o francês marcou e deu um passe para gol na vitória por 2 a 0 que classificou a França para a semifinal. Agora, está a quatro participações de igualar o recorde de Ademir e Fontaine.
O desempenho do camisa 10 já é o melhor de um jogador em uma única edição da Copa desde Gerd Müller, que esteve diretamente envolvido em 13 gols pela Alemanha no Mundial de 1970.
E não para por aí. Mbappé também alcançou um feito inédito desde o início dos registros da Opta, em 1966. O atacante do Real Madrid é o primeiro jogador a somar dez ou mais participações em gols em duas edições diferentes da Copa do Mundo. Foram dez em 2022 e já são 11 em 2026.
Voltando para as participações, Messi aparece um pouco mais atrás, mas também segue na briga. O argentino tem oito gols e uma assistência nesta Copa, com nove contribuições diretas. Aos 39 anos, o camisa 10 ainda entra em campo neste sábado (11), quando a Argentina enfrenta a Suíça pelas quartas de final.

Desempenho impressionante
Ademir e Fontaine construíram a marca em apenas seis partidas. Ou seja, caso Messi ou Mbappé ultrapassem o recorde dos dois, isso aconteceria em, no mínimo, uma partida a mais.
Mais sobre Ademir de Menezes
Conhecido como Queixada por causa do formato do maxilar, o atacante fez uma – quase – brilhante campanha em 1950. Marcou dois gols contra o México, um diante da Iugoslávia, quatro na goleada por 7 a 1 sobre a Suécia e outros dois contra a Espanha, mas acabou perdendo o título no trágico 2 a 1 para o Uruguai na final, o famoso “Maracanazo”.
Além disso, Ademir é o quarto jogador com mais gols em uma única edição da Copa, atrás apenas de Fontaine, Sándor Kocsis e Gerd Müller.
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