A Argentina venceu a Áustria por 2 a 0 nesta segunda-feira (22), no Dallas Stadium, pela segunda rodada do Grupo J da Copa do Mundo. Lionel Messi foi o nome absoluto da partida: perdeu um pênalti no início, abriu o placar aos 38 minutos e fechou a vitória nos acréscimos do segundo tempo. Com o […]
A Argentina venceu a Áustria por 2 a 0 nesta segunda-feira (22), no Dallas Stadium, pela segunda rodada do Grupo J da Copa do Mundo.
Lionel Messi foi o nome absoluto da partida: perdeu um pênalti no início, abriu o placar aos 38 minutos e fechou a vitória nos acréscimos do segundo tempo. Com o primeiro gol, o camisa 10 chegou a 17 gols em Copas e se tornou o maior artilheiro da história dos Mundiais masculinos.
Com o resultado, a Argentina chega a seis pontos e fica em grande posição para terminar a primeira fase na liderança. Na última rodada, enfrenta a Jordânia, enquanto a Áustria pega a Argélia.
Resumo do jogo e análise tática
A Argentina fez um jogo mais pragmático do que brilhante. A equipe de Scaloni aceitou momentos de pressão austríaca, protegeu bem a entrada da área e apostou na qualidade de Messi para decidir. A Áustria teve organização e intensidade, mas pouca criatividade no último terço. No fim, a Argentina controlou o jogo com experiência, faltas táticas e uma defesa quase sempre bem posicionada.
Herói
Lionel Messi foi, mais uma vez, o dono da noite. Depois de perder um pênalti logo aos 9 minutos, o camisa 10 teve frieza para se recuperar, marcar o gol do recorde e ainda fechar a vitória nos acréscimos.
O mais impressionante é o peso simbólico da atuação. Messi entrou em campo empatado com Klose, errou uma chance enorme, mas não saiu do jogo emocionalmente. Aos 38 anos, segue sendo o ponto de desequilíbrio da Argentina e o jogador que transforma partidas travadas em noites históricas.
Vale a pena ficar de olho
A Argentina parece cada vez mais uma seleção de controle emocional. Não encanta o tempo todo, nem acelera com frequência, mas sabe sofrer sem se desmontar e tem repertório para jogar com vantagem mínima.
Esse modelo pode ser útil no mata-mata. A equipe não depende apenas de volume ofensivo; ela administra ritmo, protege bem a área e usa Messi como acelerador de momentos específicos. O alerta é claro: contra rivais mais fortes, esse futebol de controle talvez precise de mais agressividade.
Vilão
A Áustria saiu frustrada pela falta de contundência. O time de Ralf Rangnick competiu fisicamente, pressionou em alguns trechos e teve organização para incomodar a circulação argentina, mas quase nunca conseguiu transformar isso em chances claras.
O problema esteve no último passe. Sabitzer tentou acelerar, Arnautović entrou para dar presença de área, mas a Áustria ficou previsível. Contra uma Argentina acostumada a defender vantagem, faltou ruptura, infiltração e ousadia.
Números que importam
Messi chegou a 18 gols em Copas e ultrapassou Miroslav Klose no ranking masculino.
Todos os cinco gols da Argentina nesta Copa foram marcados por Messi.
O camisa 10 perdeu um pênalti aos 9 minutos e marcou duas vezes depois disso.
Messi fez gol pelo sexto jogo seguido em Copas do Mundo.
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