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<li>Milhares de torcedores receberam a seleção do Egito no Aeroporto Internacional de Alamein com bandeiras, cânticos patrióticos e faixas celebrando a melhor campanha da história do país em Copas.</li>
<li>A equipe desfilou em ônibus aberto por New Alamein, acenando para a torcida; cartazes com “Obrigado” foram exibidos ao lado de fotos de Mohamed Salah.</li>
<li>O presidente Abdel Fattah al-Sisi deve receber o time no sábado.</li>
<li>O Egito foi eliminado nas oitavas de final pela Argentina, após abrir 2 a 0 e sofrer três gols nos minutos finais.</li>
<li>A Federação Egípcia de Futebol renovou os contratos de Hossam Hassan e de Ibrahim Hassan, com informações de que o acordo vai até 2030; Hassan assumiu em 2024 e levou o Egito às semifinais da Copa Africana das Nações de 2025.</li>
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A derrota não apagou a festa. Os jogadores da seleção do Egito desembarcaram nesta sexta-feira (10) no Aeroporto Internacional de El-Alamein, na região de El Dabaa, e foram recebidos por centenas de torcedores. Um desfile em ônibus aberto celebrou a melhor campanha do país na história das Copas do Mundo.
O feito justifica a comemoração. Nas três participações anteriores em Mundiais (1934, 1990 e 2018), o Egito nunca havia sequer passado da fase de grupos. Desta vez, a seleção de Mohamed Salah eliminou a Austrália nos 16 avos de final e chegou às oitavas, onde caiu de pé diante da Argentina: abriu 2 a 0, mas sofreu a virada por 3 a 2 nos minutos finais, em Atlanta.
A eliminação ainda carrega o peso da controvérsia. Revoltada com a arbitragem do francês François Letexier, que anulou o que seria o terceiro gol egípcio e validou o gol da virada argentina sob protestos, a federação do Egito denunciou formalmente o trio de arbitragem à Fifa e pediu sua exclusão do restante do torneio. O chefe de arbitragem da entidade, Pierluigi Collina, saiu em defesa do juiz e negou qualquer favorecimento, mas a sensação de injustiça segue viva entre jogadores e torcedores.
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Talvez por isso a recepção calorosa tenha ainda mais significado: o país abraçou um time que saiu do Mundial com a cabeça erguida. Salah, aos 34 anos, fez questão de transformar a despedida em promessa.
“Eu sei que vocês ainda estão chateados, mas prometo que farei tudo o que está ao meu alcance para garantir que isso seja um novo começo para o futebol egípcio no cenário internacional. A classificação para a Copa do Mundo não vai ser suficiente, e a participação também não. Esse time merece a confiança de vocês”, escreveu o camisa 10 nas redes sociais.
Contrato e continuidade técnica
A Federação Egípcia de Futebol renovou os vínculos com o técnico Hossam Hassan e com o seu irmão Ibrahim Hassan. A duração exata não foi divulgada, mas a imprensa local aponta possível extensão até 2030. Hassan, de 59 anos, assumiu o comando em 2024 e levou o Egito às semifinais da CAN de 2025, além de marcar presença na Copa do Mundo após oito anos.
Entre os torcedores, houve apoio a ações do treinador durante o torneio, refletido em demonstrações com bandeiras durante partidas e entrevistas que destacaram compromissos com causas regionais.
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