Cinco jogos, nove gols marcados e nenhum sofrido. A Espanha chega ao duelo contra a Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, como a única seleção ainda sem ter sido vazada no torneio e com a possibilidade de alcançar uma marca que apenas a Suíça conseguiu na história dos Mundiais. Em […]
Cinco jogos, nove gols marcados e nenhum sofrido. A Espanha chega ao duelo contra a Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, como a única seleção ainda sem ter sido vazada no torneio e com a possibilidade de alcançar uma marca que apenas a Suíça conseguiu na história dos Mundiais.
Em 2006, os suíços terminaram a Copa sem sofrer um único gol. Foram quatro partidas e quatro jogos sem serem vazados: vitória por 2 a 0 sobre o Togo, empate por 0 a 0 com a França, vitória por 2 a 0 contra a Coreia do Sul e empate por 0 a 0 com a Ucrânia nas oitavas de final.
A campanha, porém, terminou nessa fase, após derrota nos pênaltis para os ucranianos. As cobranças da disputa não entram oficialmente na contagem de gols sofridos.
A Espanha, portanto, ainda pode fazer algo inédito: ser campeã do mundo sem sofrer nenhum gol.
França, Itália e Espanha dividem recorde entre campeãs
Até hoje, o melhor desempenho defensivo de uma seleção campeã pertence a três equipes. França, em 1998, Itália, em 2006, e Espanha, em 2010, levantaram a taça após sofrer apenas dois gols durante toda a Copa.
A França tinha uma linha defensiva formada por Lilian Thuram, Laurent Blanc, Marcel Desailly e Bixente Lizarazu. Didier Deschamps e Emmanuel Petit protegiam a entrada da área e davam sustentação a um time compacto. Fabien Barthez terminou aquele Mundial com cinco jogos sem sofrer gols.
Foto: Reprodução/X
Oito anos depois, a Itália repetiu a marca. Gianluigi Buffon atuava atrás de uma defesa liderada por Fabio Cannavaro, com Alessandro Nesta ou Marco Materazzi no miolo e Gianluca Zambrotta e Fabio Grosso pelos lados. Gennaro Gattuso ajudava a proteger o setor central.

Foto: Creative Commons
A defesa italiana foi tão dominante que nenhum adversário marcou contra a equipe em jogada com bola rolando. Os dois gols sofridos foram um gol contra de Cristian Zaccardo diante dos Estados Unidos e um pênalti convertido por Zinedine Zidane na final.
Em 2010, foi a vez da própria Espanha. Iker Casillas tinha à frente Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol e Joan Capdevila. Sergio Busquets e Xabi Alonso formavam a proteção do meio-campo de uma seleção que também usava a posse de bola como ferramenta defensiva.

Foto: Divulgação/Fifa
A Espanha sofreu dois gols na fase de grupos e não foi mais vazada. Nas oitavas, quartas, semifinal e final, venceu todos os jogos por 1 a 0. Casillas terminou o Mundial com cinco partidas sem sofrer gols.
A Espanha de 2026 defende antes mesmo de chegar à área
A atual seleção de Luis de la Fuente começou a Copa com um empate por 0 a 0 contra Cabo Verde. Depois, venceu a Arábia Saudita por 4 a 0, o Uruguai por 1 a 0, a Áustria por 3 a 0 e Portugal por 1 a 0. São cinco jogos consecutivos sem sofrer gols.
A base defensiva tem Unai Simón no gol, Aymeric Laporte e Pau Cubarsí no centro da defesa, além de nomes como Pedro Porro e Marc Cucurella pelos lados. À frente deles, Rodri é a principal referência na proteção da região central. A própria Fifa destacou Laporte e Rodri entre os jogadores de maior desempenho defensivo após a fase de grupos.
Foto: Divulgação/Fifa
Mas a força espanhola não está apenas na última linha. O time controla a posse, ocupa o campo adversário e tenta recuperar a bola rapidamente após perdê-la.
Unai Simón também já deixou sua marca. O goleiro chegou a 519 minutos sem sofrer gols em partidas de Copa do Mundo e superou os 516 minutos de Walter Zenga, antigo recordista da competição.
Agora, cada minuto sem sofrer gol aproxima a Espanha de duas marcas diferentes. A primeira é igualar a Suíça como seleção que terminou uma Copa sem ser vazada. A segunda, mais ambiciosa, é fazer o que nem França de 1998, Itália de 2006 ou Espanha de 2010 conseguiram: levantar a taça com zero no número de gols sofridos.
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