O grupo de cinco conservacionistas pode enfrentar pena de morte caso sejam condenados por espionagem, segundo vários veículos de imprensa. Eles atuam com a Persian Wildlife Heritage Foundation, na defesa de espécies na Iran e no monitoramento de animais como a chita asiática com armadilões.
Os investigadores iranianos, vinculados ao Corpo da Guarda Revolucionária, afirmam que as equipes usaram armadilões para obter informações sobre o programa de mísseis do país. A denúncia foi divulgada pela revista Science em outubro.
Os cinco pesquisadore vencedem fazem parte de um grupo de oito detidos pela organização, segundo The Guardian e outras fontes. Um sociólogo da fundação, Kavous Seyed Emami, morreu em custódia em fevereiro de 2018, em condições consideradas suspeitas.
A denúncia de espionagem envolve principalmente Bayani, Ghadirian, Jowkar e Tahbaz, que teriam sido acusados de crime de corrupção na terra em outubro. A extensão das acusações gerou críticas de organismos de direitos humanos.
Observadores independentes destacam que a investigação, solicitada pelo presidente Hassan Rouhani, não encontrou evidências de espionagem entre os acusados. Especialistas ressaltam que o caso pode envolver jogo político entre o Judiciário e a Guarda Revolucionária.
Caso haja condenação, as penas variariam de meses de detenção até a pena capital, de acordo com informações veiculadas pela imprensa internacional. Organizações e acadêmicos defendem a natureza científica do trabalho realizado pelos conservacionistas.
A comunidade científica internacional acompanha o caso. Em Portugal, um grupo de especialistas pediu à liderança iraniana um julgamento justo e transparente, sem influências políticas.
A situação envolve ainda o Asiático chita, espécie com menos de 50 indivíduos, segundo estudo de 2017. Pesquisas com armadilhões são comuns para avaliar populações de baixa densidade, conforme especialistas da IUCN.
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