O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que atua no Reino Unido representando vítimas do rompimento da barragem de Mariana, tem dívidas com vencimento curto de 522 milhões de libras em 2022. Auditores indicaram risco de incerteza material quanto à capacidade de cumprir obrigações, conforme o The Law Society Gazette.
Segundo o jornal, grande parte do adiantamento de 4,24 milhões de libras ao diretor Tom Goodhead não havia sido pago até o fim do exercício, e o saldo devedor era sem garantia, isento de juros e pagável à vista. Após a data-base, a dívida foi perdoada. O balanço de 2023 ainda não foi apresentado.
Situação financeira sob escrutínio
O Pogust Goodhead representa no Reino Unido cerca de 620 mil vítimas do desastre de 2015, envolvendo a Samarco, joint venture da Vale e BHP Billiton em Mariana (MG). Em entrevista de setembro de 2024, o advogado Tom Goodhead estimou indenizações possíveis em 36 bilhões de libras, mas sinalizou possível redução em caso de condenação das empresas.
O escritório cobra honorários que podem chegar a 30% do valor recebido para algumas vítimas. A fase de audiências em Londres ocorreu entre outubro de 2024 e março de 2025, com veredito esperado até o fim do ano. Se condenadas, novas etapas devem ocorrer, com decisão de danos até 2028.
Desempenho e posicionamento da firma
O Pogust Goodhead informou ao Poder360 que seu modelo se baseia no portfólio de ações, não em ciclos financeiros tradicionais, e que a firma permanece bem financiada, com apoio de investidores. O comunicado afirma que o balanço de 2022 não altera o andamento das ações, incluindo o caso Mariana.
A empresa destacou que processos emblemáticos, como o de Mariana e ações contra montadoras de automóveis, avançam e devem tornar 2025 um ano significativo. A nota enviada não traz números adicionais, mas reforça a posição de força para resultados de longo prazo.
Entre na conversa da comunidade