Natalia Lafourcade, artista mexicana renomada, participou da exposição “Tan lejos, tan cerca. Guadalupe de México en España”, no Museu do Prado, onde compartilhou sua conexão com a Virgen de Guadalupe. A artista, que lançou recentemente o álbum “Cancionera”, reflete sobre sua vida e carreira, destacando a importância da figura religiosa em sua trajetória.
Durante a visita à exposição, Lafourcade expressou sua admiração pela Virgen de Guadalupe, afirmando que, embora não seja católica, sente uma forte ligação com a figura. Ela descreveu a Virgen como um “arquetipo” e uma “força feminina universal”, ressaltando que a devoção à santa transcende barreiras religiosas. A artista possui um altar em sua casa dedicado à Virgen, onde realiza oferendas e pedidos.
Lafourcade também comentou sobre sua infância e a influência da espiritualidade em sua vida. Após retornar ao México em 2002, a conexão com a Virgen se intensificou, especialmente após um momento significativo em sua vida pessoal. A artista revelou que comprou imagens da Virgen em Acapulco, desejando que sua relação com seu então namorado, hoje marido, fosse eternizada.
Conexão com a Música
A canção “Mexicana hermosa”, presente no álbum “Musas”, também possui uma ligação mística com a Virgen de Guadalupe. Inicialmente, a música não foi escrita para ela, mas durante o processo de composição, Lafourcade percebeu que a figura da Virgen estava se manifestando na letra. O tema se tornou um hino durante sua recente turnê nos Estados Unidos, especialmente entre o público mexicano.
Atualmente, Lafourcade está em turnê pela Espanha e se apresenta no Teatro Real de Madrid. Com cinco meses de gravidez, a artista expressa o desejo de compartilhar sua intimidade musical com o público, refletindo sobre sua trajetória e homenageando sua família em seu novo trabalho. O álbum “Cancionera” marca um momento de celebração e reflexão em sua carreira, ao completar 40 anos.
A artista concluiu sua visita ao Museu do Prado ressaltando que a arte e a devoção à Virgen de Guadalupe são acessíveis a todos, sem divisões sociais. Lafourcade acredita que a figura da Virgen tem o poder de unir e transcender fronteiras, reafirmando sua relevância na cultura latino-americana.
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