As autoridades de São Petersburgo, na Rússia, anunciaram a implementação de câmeras com inteligência artificial para identificar etnias nas ruas, como parte de um esforço para controlar a imigração. O subdiretor do Comitê de Tecnologias da cidade, Ígor Níkonov, afirmou que essa tecnologia permitirá à polícia monitorar a concentração de diferentes nacionalidades em áreas específicas. Essa iniciativa surge em um contexto de crescente repressão a imigrantes, especialmente após o início da guerra na Ucrânia.
Além das câmeras, novas restrições foram impostas a estrangeiros. Desde 1º de setembro, todos os imigrantes devem validar seu local de residência por meio de um aplicativo que acessa dados pessoais, incluindo a imagem da retina e a voz. O prefeito de Moscou, Serguéi Sobianin, destacou que essa medida é necessária para gerenciar a grande população de migrantes na região.
A situação se agrava com a proibição de escolarização de crianças imigrantes que não obtiverem notas altas em testes de língua russa. Apenas 7% dos candidatos conseguiram aprovação este ano, gerando críticas de defensores dos direitos humanos e até de autoridades locais, como o presidente da república de Tartaristão, Rustam Minnijánov, que pediu uma abordagem mais cuidadosa com as crianças imigrantes.
Essas ações refletem uma tendência de segregação étnica e controle rigoroso sobre a população estrangeira. Em São Petersburgo, cerca de 200.000 pessoas trabalham com patentes de trabalho, mas restrições já foram impostas em setores como transporte e saúde. A proposta de proibir imigrantes de atuarem como entregadores também está em discussão, evidenciando um clima de hostilidade crescente.
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