As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos começaram nesta sexta-feira (4), quando a Carolina do Norte se tornou o primeiro estado a enviar cédulas de votação pelo correio para disputas que devem ameaçar o controle republicano do Congresso.
As eleições de 3 de novembro vão definir as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado, resultado que determinará o grau de liberdade que o presidente Donald Trump, membro do Partido Republicano, terá para tocar sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
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Os democratas chegam à reta final como favoritos para retomar a Câmara. Um novo modelo de projeção da Universidade Cornell dá ao partido oito em dez chances de vitória e projeta uma maioria de 226 a 209, número que se aproxima do calculado por outros institutos que também apontam vantagem para a oposição.
A disputa pelo Senado deve ser bem mais equilibrada. Os republicanos têm hoje maioria de 53 a 47, o que exige dos democratas um ganho líquido de quatro cadeiras. Já a Decision Desk HQ projeta a possibilidade de um Senado dividido em 50 a 50, cenário em que o vice-presidente republicano JD Vance teria o voto de desempate.
“Essas projeções não são determinísticas, existe incerteza”, afirmou Peter K. Enns, professor de governo e políticas públicas em Cornell. “Mas, considerando a precisão histórica do nosso modelo, se os republicanos mantiverem a Câmara, isso provavelmente vai significar que tudo correu a favor deles ou que algo sem precedentes aconteceu.”
Trump não é candidato nesta eleição, mas os republicanos tratam a disputa como um referendo sobre seu governo e pedem aos eleitores que o apoiaram em 2024 que voltem às urnas.
O partido do presidente enfrenta a resistência histórica que costuma atingir o governo em eleições de meio de mandato, somada à baixa aprovação popular, à insatisfação com os preços e à guerra contra o Irã.
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Voto pelo correio
A votação começa sob um clima de instabilidade em torno do voto pelo correio. Trump pede à Suprema Corte que autorize o Serviço Postal a aplicar novas exigências de verificação, hoje suspensas temporariamente por decisão de um juiz federal, enquanto um funcionário que denunciou irregularidades no órgão alertou que o sistema, criado às pressas, pode atrapalhar a entrega das cédulas.
Autoridades da Carolina do Norte afirmaram que a votação pelo correio no estado vai seguir como planejado.
Outros estados começam a distribuir cédulas de voto ausente ao longo de setembro. Todos são obrigados a enviar as cédulas a eleitores militares e residentes no exterior até a metade do mês.
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