Vladimir Putin utilizou a cúpula da Organização de Cooperação de Shangai (OCS), realizada em Tianjin, para reafirmar seu apoio de aliados como China e Índia em meio à guerra na Ucrânia. O encontro, que ocorreu nesta segunda-feira, 16 de outubro, foi uma oportunidade para o presidente russo demonstrar que ainda possui respaldo internacional, apesar das sanções ocidentais.
Durante a cúpula, Putin destacou os esforços de Pequim e Nova Délhi para facilitar a resolução do conflito ucraniano. Ele afirmou que a guerra não é resultado de uma agressão russa, mas sim de um golpe de Estado em 2014, instigado pelo Ocidente. O líder russo também mencionou um entendimento alcançado em uma reunião anterior com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um possível caminho para a paz.
Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, expressou apoio a todos os esforços que buscam a paz e enfatizou a necessidade de uma solução duradoura para o conflito. Além disso, Putin se encontrou com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para discutir acordos bilaterais e a busca por uma solução pacífica na Ucrânia.
Declaração Final da Cúpula
A declaração final da cúpula, que contou com a presença de mais de 20 líderes, não mencionou a guerra na Ucrânia, mas abordou questões como a situação em Gaza e a necessidade de adaptar a ONU às realidades atuais. Os líderes da OCS condenaram as sanções unilaterais e propuseram a criação de um banco de desenvolvimento regional.
Xi Jinping, presidente chinês, destacou o papel da OCS como promotor do multilateralismo e da cooperação em um novo ordenamento econômico e de segurança, em contraposição à hegemonia dos Estados Unidos. A cúpula também marcou um momento de reaproximação entre China e Índia, que haviam enfrentado tensões nos últimos anos.
Com a participação de 26 países, a OCS se consolidou como uma plataforma importante para a cooperação política e econômica, buscando um papel significativo na governança global e na segurança regional.
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