O TikTok recebeu autorização da China para estabelecer uma nova entidade nos Estados Unidos, permitindo que a ByteDance mantenha o controle sobre seu algoritmo. A decisão, anunciada em 19 de outubro, surge em meio a pressões do governo americano para desvincular o aplicativo da influência chinesa, que possui 170 milhões de usuários no país.
O governo chinês, que anteriormente se opôs a uma venda do TikTok, agora apoia negociações comerciais que visam resolver a questão. O ex-presidente Donald Trump, que se tornou um defensor do aplicativo, afirmou que houve progresso nas discussões com o presidente chinês Xi Jinping. A nova estrutura do TikTok nos EUA deve ser finalizada em breve, embora detalhes sobre o acordo ainda não tenham sido divulgados.
A ByteDance reduzirá sua participação para menos de 20% na nova empresa, enquanto um consórcio de investidores americanos, incluindo a Oracle, deterá 50%. Essa mudança busca atender às exigências legais dos EUA, que limitam a propriedade de empresas de países considerados “adversários”. Contudo, críticos alertam que a manutenção do controle do algoritmo pela ByteDance pode gerar contestações judiciais, levantando preocupações sobre a segurança dos dados dos usuários americanos.
Os usuários do TikTok nos EUA poderão precisar baixar um novo aplicativo, que funcionará de maneira semelhante ao atual, mas com a promessa de que seus dados não serão alterados. A Oracle já hospeda os dados do TikTok em servidores no Texas e analisa o código em busca de falhas de segurança. Apesar das negociações, a proposta ainda enfrenta resistência de alguns aliados de Trump, que argumentam que o acordo não garante uma separação efetiva da influência chinesa sobre o aplicativo.
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