Os ministros de Relações Exteriores da União Europeia (UE) manifestaram, nesta segunda-feira, 20 de outubro de 2025, a intenção de aumentar a ajuda financeira e militar à Ucrânia. A decisão ocorre em meio a pressões do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que a Ucrânia cedesse parte de seu território no Donbas para alcançar um cessar-fogo com a Rússia.
Durante uma reunião em Luxemburgo, os líderes europeus discutiram a possibilidade de utilizar ativos russos congelados como um “préstimo de reparação” para apoiar Kiev. A Comissão Europeia propôs que cerca de 140 bilhões de euros desses fundos sejam disponibilizados a juros zero, com a condição de que a Ucrânia devolva o montante somente se a Rússia arcar com os custos da reconstrução.
Apoio à Ucrânia
A reunião em Luxemburgo também preparou o terreno para um encontro da coalizão europeia em Londres, programado para a próxima sexta-feira. O evento visa reforçar o suporte a Kiev após a visita de Volodímir Zelenski à Casa Branca, onde saiu sem o esperado apoio militar dos EUA, como os mísseis de cruzeiro Tomahawk. A alta representante para Política Externa da UE, Kaja Kallas, enfatizou a necessidade de aumentar o apoio à Ucrânia, afirmando que o país deve estar em uma posição forte nas futuras negociações de paz.
Os ministros de Exteriores expressaram preocupação com a postura da Rússia, que não demonstra interesse em um acordo de paz. Kallas destacou que a UE precisa acelerar as medidas de apoio e que a situação atual exige um comprometimento mais robusto da comunidade internacional.
Desconexão do gás russo
Além do suporte à Ucrânia, os ministros da Energia da UE aprovaram uma proposta para desconectar completamente a UE do gás russo até 2027, um ano antes do previsto. Essa decisão reflete a crescente pressão dos Estados Unidos para que a Europa reduza sua dependência das importações de energia da Rússia. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho.
Com essas iniciativas, a UE busca não apenas fortalecer a Ucrânia, mas também pressionar a economia russa em resposta à invasão do país vizinho.
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