O cofundador da Binance, Changpeng Zhao, recebeu perdão presidencial de Donald Trump após cumprir quatro meses de prisão por falhas em controles contra lavagem de dinheiro na maior exchange de criptomoedas do mundo. A decisão foi anunciada pela Casa Branca.
Segundo informações divulgadas, o perdão ocorre em meio a um aceno do governo dos Estados Unidos ao setor de criptoativos, conforme a comunicação oficial da imprensa. Zhao havia sido considerado culpado em 2024 por não adotar salvaguardas adequadas para evitar operações ilícitas na plataforma.
O acordo judicial envolvendo a Binance, fechado em 2023, incluiu um pagamento de cerca de US$ 4,3 bilhões pela empresa. As autoridades apontaram falhas que teriam permitido que hackers, indivíduos ligados a milícias e lavadores de dinheiro atuassem na plataforma.
Além disso, a instituição teria violado sanções ao facilitar transações com residentes do Irã entre 2018 e 2022, somando aproximadamente US$ 898 milhões em operações não conformes, segundo o processo. Zhao deixou o cargo de CEO, mas permaneceu com participação majoritária na Binance.
Zhao, cuja fortuna é estimada em US$ 54,5 bilhões pelo Bloomberg Billionaires Index, não encerrou sua relação com a empresa, que valorizou-se após a vitória eleitoral de Trump. O perdão foi visto como novo marco de apoio do governo norte-americano ao setor cripto.
Informação adicional aponta que a Binance, sob gestão anterior de Zhao, processou pelo menos 1,1 milhão de transações relacionadas a sanções entre 2018 e 2022, reforçando as acusações de falhas de compliance. A casa declarada pela presidência não detalha critérios usados para o pardon.
A medida é a mais recente clemência envolvendo empresários do setor de criptoativos e reforça a leitura de alinhamento entre autoridades e a indústria, conforme análise de observadores. A Binance não comentou detalhes além das informações já divulgadas pela imprensa.
Fonte principal: Bloomberg, com colaboração de Ava Benny-Morrison e Sabrina Willmer. A cobertura completa permanece disponível nas publicações da Bloomberg.
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