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Comissão Europeia avalia atrasos na lei de IA sob pressão de Trump e negócios

Comissão Europeia avalia atrasar partes da AI Act, com moratória de um ano para IA de alto risco e adiamento de multas até 2027; proposta chega a 19 de novembro

The EU’s act, the first comprehensive legislation in the world regulating artificial intelligence, came into force in 2024, but many of its provisions do not yet apply.
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A Comissão Europeia está considerando atrasar partes do AI Act, a primeira legislação abrangente do mundo sobre inteligência artificial, que entrou em vigor em 2024. A proposta surge após pressões de empresas e da administração Trump, que buscam flexibilizar as regras e prazos estabelecidos.

As novas considerações incluem uma possível moratória de um ano para a implementação de normas relacionadas a sistemas de IA de alto risco. Além disso, multas por violações das regras de transparência poderiam ser adiadas até agosto de 2027. A expectativa é que as propostas sejam divulgadas em 19 de novembro, mas ainda estão sujeitas a mudanças.

O AI Act, que visa regular sistemas de IA que apresentam riscos significativos à saúde e segurança, ainda não teve a maioria de suas obrigações aplicadas. De acordo com documentos internos, a Comissão pode oferecer um período de graça para empresas que já comercializam produtos de IA generativa, permitindo um tempo adicional para adaptação às novas normas.

Pressões Internacionais e Locais

A administração Trump tem pressionado a Europa a reduzir a regulamentação sobre empresas de tecnologia, ameaçando tarifas sobre países com regras que considera prejudiciais aos interesses americanos. Em resposta, a Comissão Europeia mantém que as decisões sobre sua legislação são soberanas e não devem ser influenciadas por terceiros.

Além da pressão externa, empresas europeias também expressaram preocupações. Um grupo de 46 executivos, incluindo líderes de grandes corporações como Airbus e Mercedes-Benz, pediu uma pausa de dois anos na implementação do AI Act, argumentando que isso enviaria um sinal forte sobre a competitividade da Europa no setor tecnológico.

A Comissão, através de seu porta-voz, Thomas Regnier, afirmou que as discussões sobre possíveis atrasos ainda estão em andamento, mas reafirmou o compromisso com os objetivos do AI Act.

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