Um júri federal na Califórnia decidiu que a Apple deve pagar US$ 634 milhões à Masimo por infringir uma patente relacionada à tecnologia de leitura de oxigênio no sangue. A decisão foi anunciada na última sexta-feira, 14 de novembro. A Masimo alegou que o modo de treino do Apple Watch e as notificações de frequência cardíaca violaram seus direitos de patente.
A Apple, por sua vez, anunciou que irá recorrer da decisão. Um porta-voz da empresa afirmou que a maioria das patentes contestadas pela Masimo foi considerada inválida em processos anteriores. Ele destacou que a única patente em questão expirou em 2022 e é relacionada a tecnologias de monitoramento de pacientes de décadas passadas.
Disputas em Andamento
A disputa entre as duas empresas se estende por vários anos e envolve múltiplas ações judiciais. A Masimo, que está sediada em Irvine, Califórnia, também acusou a Apple de contratar ex-funcionários e roubar tecnologia. Em 2023, um tribunal de comércio dos EUA bloqueou as importações dos Apple Watches Série 9 e Ultra 2 após concluir que a tecnologia infringia as patentes da Masimo.
Após a decisão do tribunal, a Apple retirou a tecnologia de leitura de oxigênio de seus relógios, mas reintroduziu uma versão atualizada em agosto, com a aprovação da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. A ITC decidiu realizar um novo processo para avaliar se os relógios atualizados devem ser retidos. A Masimo também entrou com uma ação contra a alfândega por conta dessa decisão.
A batalha judicial continua a se desenrolar, com a Apple contestando a jurisdição de importação em um tribunal federal de recursos. Essa complexa disputa reflete as tensões entre inovação tecnológica e proteção de propriedade intelectual no setor de wearables.
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