O grupo parlamentar pediu ao governo medidas firmes antes da cimeira internacional anti-corrupção para enfrentar falhas no registro de titularidade de empresas em territórios ultramarinos britânicos (BOTs). Reuniões entre o Foreign Office e líderes dos BOTs em Londres começam nesta semana, com a expectativa de avanços sobre a transparência de registros de beneficiários.
A cobrança vem após pressões históricas para que as informações estejam disponíveis publicamente. O grupo representa diversas correntes e declara que o encontro representa a última oportunidade para consolidar normas de transparência antes da cimeira global de finanças ilícitas.
Segundo a pauta, jurisdições como BVI e Ilhas Cayman são foco das demandas para implementar registros abertos, ampliando o acesso a dados por pessoas com interesse legítimo. A BVI admite restrições, o que tem gerado críticas e alegações de retrocesso.
O FATF incluiu a BVI na lista cinza em junho de 2025 devido à opacidade dos registros de titularidade. A organização de combate à lavagem de dinheiro aponta que o público veria apenas um subconjunto de dados, dificultando a aplicação de normas.
A arquivista do grupo anti-corrupção, Lady Hodge, que ajudou a aprovar leis de abertura de registros, participou de visitas à BVI e reforçou a importância de acordos entre autoridades. A reunião anterior, em 2024, resultou na promessa de que BOTs adotariam registros abertos até junho de 2025.
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