Mohammed Ibrahim, palestino-americano de 15 anos, foi levado de casa numa incursão noturna em fevereiro, no Refúgio de West Bank. O caso, que ganhou atenção após reportagem da Guardian em julho, envolve a detenção de um menor em prisões militares.
O jovem, natural de Florida, foi libertado aos 16 anos após cumprir nove meses em uma prison militar israelense. A família afirma que houve uma confissão e uma sentença suspensa. Durante a detenção, houve queda drástica de peso, desnutrição e sarna, e ele recebeu terapia intravenosa após a libertação.
A família descreve contato mínimo com o jovem ao longo do tempo e ressalta a gravidade do quadro de saúde ao deixar a prisão. O Departamento de Estado dos EUA acompanhou o caso, motivando mais de 100 organizações de direitos humanos a pressionarem pela libertação imediata.
Detalhes do caso e contexto
Relatos indicam que Ibrahim foi preso durante uma operação noturna na casa da família, com os pais sem saber do paradeiro por longos dias. As acusações incluídas nos documentos judiciais referem-se a arremesso de objetos contra veículos em movimento.
Reações e adesões
Diversos membros do Congresso pediram ações do governo americano. Em resposta, representantes da embaixada dos EUA passaram a acompanhar o caso, sem ainda comentar publicamente a situação.
Situação atual e perspectivas
O jovem foi encaminhado a hospitalização após a libertação para avaliação médica e continuidade de tratamento. Dados de organizações de direitos humanos apontam que centenas de menores continuam detidos por meio de tribunais militares em territórios ocupados.
Observação
Não houve resposta imediata do ministério das Relações Exteriores de Israel ao pedido de comentário.
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