Marwan Barghouti, prisioneiro palestino há décadas, segue sob custódia israelense após condenação em 2004 a cinco penas de prisão perpétua e mais 40 anos, por envolvimento em ataques durante a segunda intifada. Reconhecido defensor da solução de dois estados, ele tornou-se figura central para o futuro político palestino, apesar de críticas ao seu julgamento.
Uma campanha global pela libertação foi lançada, com apoio da família situada na Cisjordânia e da sociedade civil do Reino Unido. O objetivo é colocar o destino de Barghouti no centro das negociações da próxima etapa do cessar-fogo em Gaza, segundo organizadores.
Murais com mensagens pela libertação surgiram em Londres, coordenados por Calum Hall, fundador da Creative Debuts. Uma grande instalação pública apareceu na vila de Kobar, perto de Ramallah. A campanha deve ganhar ainda uma carta aberta de figuras públicas pedindo a libertação, prevista para a próxima semana.
Campanha internacional
A família de Barghouti, baseada na Cisjordânia, afirma que o caso do marido e pai de família pode inspirar uma retomada do diálogo entre as partes. Barghouti está há mais de 20 anos na prisão, com denúncias de confinamento solitário e pressões envolvendo a imprensa local. A defesa alega repetidas interrogatórios e violações de acesso à terceiros serviços consulares e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Entre na conversa da comunidade