A polícia belga realizou buscas simultâneas no edifício-sede do Serviço Europeu de Ação Exterior (EEAS), em Bruxelas, e em instalações do College of Europe, em Bruges. Moradores também tiveram seus imóveis vasculhados. A operação integra uma apuração sobre possível fraude relacionada a formação financiada pela União Europeia.
Federica Mogherini, ex-chefe do EEAS entre 2014 e 2019, e duas outras pessoas foram detidas, com a imunidade de todos levantada a pedido do Ministério Público. Mogherini atualmente é reitora do College of Europe, instituição de formação de diplomatas da UE.
A investigação, conduzida pela European Public Prosecutor’s Office (EPPO), foca licitações e possível compartilhamento de informações confidenciais durante a contratação de um programa de formação para jovens diplomatas. A EPPO informa que as suspeitas envolvem violação de regras de concorrência e conflitos de interesse.
Detalhes da investigação e próximos passos
A EPPO confirmou que a operação busca apurar se houve divulgação de informações privilegiadas e se as normas de concorrência foram violadas. As buscas também ocorreram nas residências dos suspeitos, e as informações sobre identificações não foram divulgadas pela autoridade. O College of Europe declarou cooperação plena com as autoridades. A EPPO pediu o levantamento de imunidades para seguir com o processo.
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