Trinta e seis voluntários da ERCI não comparecem ao julgamento em Mytilene, Lesbos, mas aguardam o desenlace de um caso que começou em 2015, durante a crise migratória. Nesta semana, o tribunal de apelação vai ouvir os 24 antigos trabalhadores, acusados de facilitar a entrada irregular de migrantes na Grécia e de outros crimes, com penas de até 20 anos.
O processo tem sido acompanhado por defensores dos direitos humanos e pela imprensa internacional. Sarah Mardini, refugiada síria retratada no filme The Swimmers, está entre os testemunhos previstos. A Amnesty International enviará uma comitiva de observadores para acompanhar os desdobramentos.
Os réus, que atuavam como voluntários da ONG agora dissolvida ERCI, enfrentam acusações que vão desde a pertença a uma organização criminosa até facilitação de entrada de nacionais de terceiros no país e lavagem de dinheiro. A defesa destaca que as ações visavam salvar vidas, não cometer crimes.
Quem está envolvido
Entre os envolvidos, estão pessoas na casa dos 20 ou 30 anos na época das prisões, com apoio de advogados que já destacaram a suspensão de acusações anteriores, como espionagem, considerada menor. Pressões internacionais e o histórico de casos similares alimentam a pressão por uma resolução clara.
Contexto e desdobramentos
Em 2015, Lesbos ficou na linha de frente da rota de migração para a Europa, próxima à costa turca. O julgamento, que estava adiado há anos, finalmente ocorre após diversas falhas processuais. Entidades de direitos humanos defendem que a atuação humanitária não deve ser criminalizada.
A defesa afirma que, se condenados, os réus podem recorrer, processo que tende a levar anos. Enquanto isso, críticos afirmam que o caso pode influenciar o ambiente para organizações de assistência a refugiados. A avaliação final permanece incerta até o veredito.
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