O golpe em Guinea-Bissau, ocorrido na semana passada, é alvo de novas alegações de encenação. Gen. Horta Inta-a foi apresentado como presidente interino e Ilidio Vieira Te como primeiro-ministro, marcando início de um período de transição de um ano. Em meio a críticas, o atual chefe de Estado deposto, Umaro Sissoco Embaló, buscou refúgio no exterior e é alvo de questionamentos sobre sua atuação. A versão oficial aponta tomada de poder pela força; opositores e observadores dizem que tudo pode ter sido orquestrado para facilitar a volta de Embaló. A população continua sem paralisação institucional extensa, enquanto a oposição mantém acusações de manobra política.
Segundo relatos, Inta-a, já próximo de Embaló, foi promovido a chefe do estado-maior do exército em 2023 e Te liderou a campanha de Embaló. Críticos indicam que a transição busca manter a influência de Embaló, mesmo afastado do poder. Observadores regionais, incluindo ex-presidentes e representantes de blocos como ECOWAS, pedem eleições democráticas e já discutem sanções em resposta ao ocorrido. O Gabinete de Te e a liderança militar asseguram que o processo é uma passagem institucional necessária para estabilizar o país.
Em guiné-bissau, o episódio ocorre num contexto de instabilidade que já registrou cinco golpes desde a independência, em 1974. Parlamentares oposicionistas afirmam que o pleito de novembro foi contestado e que a dissolução do parlamento, em 2023, agrava a crise. Em meio a tensões, o bloqueio regional manteve pressão por eleições rápidas, enquanto Embaló procura apoios internacionais para sua posição. A comunidade internacional, incluindo ECOWAS e ONU, avalia caminhos para retorno à normalidade democrática e possíveis sanções.
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