O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy ficou preso por 20 dias na prisão de La Santé, em Paris, após ser condenado em primeira instância a cinco anos de prisão por associação criminosa, com cumprimento imediato. O período de detenção terminou e ele recebeu libertação, seguido da publicação de um diário que registra essa passagem.
O manuscrito de 216 páginas ganhou o título O diário de um prisioneiro e será lançado pela editora Fayard. O lançamento está marcado para 10 de dezembro, com uma série de sessões de autógrafos programadas em Paris e em outras cidades do país.
Detalhes do manuscrito
Conforme o relato, o texto foi escrito com uma caneta Bic sobre uma mesa de compensado, durante a detenção. O autor descreve o fluxo de trabalho: entregar as folhas aos advogados, que repassavam para a secretária digitar, concluindo o livro logo após a libertação.
Rotina e tema do livro
N Sarkozy descreve a rotina na prisão, incluindo a dieta formada por laticínios, barra de cereais, água mineral, suco de maçã e alguns doces, além de 23 horas diárias de confinamento na cela. Também comenta conversas dominicais com o capelão, visitas e a percepção de libertação.
Contexto político
No texto, o ex-presidente faz críticas ao cenário político e cita nomes como Ségolène Royal e Emmanuel Macron. O livro também aborda menções a Marine Le Pen e a Jair Bolsonaro no contexto de processos judiciais que podem afetar seus futuros. O episódio de prisão é apresentado como pano de fundo para a reflexão sobre a vida pública de Sarkozy.
Entre na conversa da comunidade