O Nobel da Paz de 2022 foi recebido por Oleksandra Matviichuk, presidente do Centro para as Liberdades Civis da Ucrânia, em Saint-Vincent, Itália. Em entrevista no Grand Continent Summit, ela defende garantias de segurança reais para a Ucrânia e ações decisivas da UE e dos EUA para interromper a agressão russa.
Matviichuk afirmou que Putin não busca paz; pretende ampliar o domínio russo. A apresentadora citou a necessidade de responder com medidas que tornem o custo da continuidade da guerra maior que o da sua suspensão.
Ela sinalizou que viajará a Síria após a entrevista para analisar a atuação russa e cobra critérios de responsabilização por abusos. A defensora defende uma visão de justiça que vá além de negociações puramente geopolíticas.
Garantias de segurança para a Ucrânia
Segundo a liderança do centro laureado, é essencial discutir garantias de segurança reais para Ucrânia, impedindo novas investidas russas. Também destaca a necessidade de ações que tornem caro manter a agressão, por parte de EUA e UE.
Propostas e críticas a iniciativas internacionais
A borde de propostas de 28 pontos apoiadas por Donald Trump é criticada por não incluir direitos humanos. Matviichuk afirma que a dimensão humana deve acompanhar qualquer plano de paz, incluindo direitos de milhões de ucranianos sob ocupação.
Ações europeias e uso de ativos congelados
A líder sugere medidas como a criação de um tribunal especial sobre a agressão, uso de ativos russos congelados para defesa e reconstrução, além de apoiar o fechamento do espaço aéreo. Questiona a efetividade das promessas europeias.
Contexto institucional e cidadania na Ucrânia
Ela elogiou a resposta de instituições anticorrupção ucranianas, que resultou na demissão de um chefe de gabinete, destacando a persistência da democracia em meio à guerra. Ressalta mobilização popular e controle público sobre o poder.
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