Os militares de Honduras disseram que garantirão a transferência de poder ao vencedor da eleição presidencial, após a proclamação oficial. A apuração, realizada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), aponta Nasry Asfura na liderança, com denúncias de fraude vindas de Nasralla, Xiomara Castro e Rixi Moncada.
Roosevelt Hernández, chefe das Forças Armadas, afirmou a Televicentro que as tropas apoiarão e reconhecerão todos os resultados que emergirem da contagem de votos de 30 de novembro. A declaração reforça o papel institucional das forças no processo.
Historicamente, as Forças Armadas hondurenhas já tiveram atuação relevante na política, incluindo o golpe de 2009 que afastou Manuel Zelaya, marido da presidenta Xiomara Castro. Hernández destacou a expectativa de que a proclamação encerre a contagem e assegure a transição.
Contexto e desdobramentos
Nasralla disputa a liderança com leve vantagem sobre o conservador Asfura, com eventuais impactos de apoio externo, inclusive do governo dos Estados Unidos. Xiomara Castro e sua candidata, Rixi Moncada, contestam resultados e pedem anulação de ações em curso.
As acusações de fraude abrangem a observação de aproximadamente 2.700 atas com supostas inconsistências. A revisão dessas atas pode atrasar a divulgação dos resultados definitivos, à medida que o CNE revisa o material.
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