O governo dos EUA, por meio do Ofac, retirou Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes da lista de sancionados sob a Lei Magnitsky. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, cerca de cinco meses após a articulação de Eduardo Bolsonaro e Paolo Figueiredo em defesa de novas sanções ao Brasil.
A retirada ocorreu poucos dias depois de Lula ter pedido punições contra autoridades brasileiras, em troca de alinhamento com a posição de Washington. A medida foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA e já consta no site do Ofac.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo reagiram com pesar ao anúncio, destacando que a decisão atende a interesses estratégicos dos EUA. Eles afirmaram que o Brasil perde espaço para promover unidade nacional e enfrentar problemas estruturais.
Reações e desdobramentos
Os parlamentares agradeceram o apoio de Trump, ressaltando que a decisão visa defender interesses norte-americanos. Lula, por sua vez, havia defendido sanctioning de autoridades brasileiras antes da mudança anunciada.
A decisão de retirada acontece em meio a críticas sobre liberdades no país e ao debate sobre a relação entre Brasil e EUA em temas de cooperação e segurança. Não houve justificativa adicional divulgada pelo Ofac sobre o recuo.
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