O primeiro-ministro tailandês Anutin Charnvirakul dissolveu o Parlamento nesta sexta-feira, 12, após apenas três meses no cargo. A medida ocorre em meio a confrontos na fronteira com Camboja, que deixaram mortos e deslocados, visando preparar eleições gerais no país.
A dissolução abre caminho para eleições entre 45 e 60 dias, com previsão de realização entre o final de janeiro e o começo de fevereiro de 2026, conforme decreto publicado no Diário Oficial. O governo minoritário justifica a medida pela necessidade de governar com maior estabilidade.
A fronteira entre Tailândia e Camboja segue sob tensão, com acusações de bombardeios e disparos de armas pesadas. Relatos de campo indicam hostilidades contínuas, enquanto a comunidade internacional tenta mediar a paz entre os dois países.
Anutin chegou ao poder em setembro, após a destituição do antecessor por questões éticas. O decreto aponta que a dissolução foi tomada diante dos múltiplos desafios enfrentados pelo governo, considerado incapaz de governar de forma estável.
Em Camboja, o Ministério da Defesa afirmou que o Exército tailandês continuou bombardeando o território fronteiriço. Fontes da AFP ouvirem artilharia na região, em meio a expectativa de telefonemas entre Anutin e líderes internacionais para assinatura de esforços de pacificação.
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