O primeiro conjunto de funerais para as 15 pessoas mortas no ataque com arma de fogo em Bondi, na Austrália, está marcado para quarta-feira, conforme avanços das investigações sobre o atirador. A ação ocorreu durante um evento de Chanucá na praia de Bondi, em Sydney, no domingo.
O ataque é tratado pelas autoridades como possível ato de terrorismo contra a comunidade judaica. Entre as vítimas, estão o rabino Eli Schlanger e o rabino Yaakov Levitan, ligados ao Chabad de Bondi, local onde ocorreu o evento. Ainda há 22 feridos hospitalizados, com três em estado crítico.
Suspeitos e investigação
A polícia australiana informou que o alegado atirador morto pela polícia era natural de Hyderabad, no sul da Índia. O homem, identificado com Sajid Akram, tinha 50 anos, e mudou-se para a Austrália em 1998. A família afirma desconhecer qualquer radicalização, segundo a polícia de Telangana.
O segundo suspeito, um homem de 24 anos, ficou gravemente ferido e acordou de um coma, podendo ser indiciado ainda hoje, conforme a Seven News. A polícia informou que pai e filho viajaram recentemente para as Filipinas; o pai utilizava passaporte indiano e o filho, australiano, mas o objetivo da viagem ainda é investigado.
Vítimas e contexto
Entre as vítimas, além dos dois rabinos, está uma sobrevivente da comunidade judaica. Um idoso de 87 anos, outro de 82, e dois que tentaram impedir o ataque também morreram. Um homem de 69 e sua esposa, de 61, foram feridos ao tentar desarmar um dos suspeitos; outro homem de 10 anos foi identificado como a filha de imigrantes ucranianos que vivem na Austrália.
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