Duas vítimas tentaram impedir o atirador durante o ataque em Bondi, na manhã de domingo. Boris Gurman, de 69 anos, e Sofia Gurman, de 61, foram identificados pela família, que descreve o casal como unido há 34 anos. O episódio deixou 15 mortos, entre eles Boris e Sofia, e dezenas de feridos.
A ação de Boris e Sofia ocorreu quando o atirador Sajid Akram saiu de um carro com uma bandeira associada ao Estado Islâmico. O casal teria confrontado o indivíduo para proteger outros presentes na orla de Bondi, em Sydney, antes de ambos ficarem feridos.
Dashcam divulgada mostra Boris, vestindo camisa roxa, tentando desarmar o atirador e empurrando-o para a rua; Sofia também participou do embate. Um drone posterior mostra os dois caídos no passeio público. A família descreve Boris como mecânico aposentado e Sofia como funcionária dos Correios, reconhecidos pela generosidade e pelo espírito de comunidade.
Homenagem aos heróis e vítimas
Boris e Sofia são lembrados pela família como pessoas simples, dedicadas à família e a ajudar quem precisa. A família agradece o apoio da comunidade e solicita privacidade durante o luto. O ataque em Bondi é o pior ocorrido na Austrália desde 1996, com 38 feridos, 24 permanecendo hospitalizados, entre eles dois policiais.
Ahmed al-Ahmed, outro cidadão que correu para ajudar o perseguindo o atirador, foi ferido e permanece em estado crítico estável; o caso recebeu reconhecimentos de autoridades nacionais e internacionais. Naveed, filho de Akram, permanece hospitalizado sob custódia policial.
Sajid Akram foi morto pela polícia durante a intervenção; o filho dele continua hospitalizado. Dentre os feridos, a comunidade australiana, especialmente em Bondi, manifesta solidariedade e reforça medidas de segurança em eventos públicos.
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