A Alemanha recebeu, nesta semana, uma proposta de garantias de segurança para a Ucrânia, com foco em proteger o país caso haja novo ataque russo no futuro. As propostas são apresentadas por Estados Unidos e governos europeus em Berlim, buscando evitar que a Ucrânia sofra novas invasões.
Zelenski indicou que quer proteção equivalente à da OTAN, enquanto os aliados estudam manter a entrada na aliança fora de vista, em troca de garantias. A ideia central envolve uma força multinacional europeia em território ucraniano, respaldada pelos EUA, dedicada a defender espaço aéreo e mar, sem tropas permanentes russas.
Nova configuração de segurança
As discussões também contemplateiam uma zona desmilitarizada no Donbass e possíveis cessões territoriais apenas com garantias externas de proteção contra retaliações. Putin pressiona por não entrada da Ucrânia na OTAN, porém, segundo fontes americanas, poderia aceitar a adesão à União Europeia.
Aspectos em aberto
A proteção estrangeira não incluiria presença de forças militares norte-americanas em solo ucraniano, segundo as informações veiculadas. As negociações apontam para um compromisso juridicamente vinculante que busque restaurar paz caso haja novo ataque. A ideia de uma zona desmilitarizada intensifica os impasses sobre territórios que Kiev estaria disposto a ceder.
Participantes e ritmo das negociações
Entre os participantes destacados, estiveram o chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski, além de representantes de França, Polônia, Itália e Reino Unido. O governo dos EUA não enviou assinatura definitiva ainda, mantendo a negociação em aberto quanto a prazos e condições.
Contexto estratégico
As conversas em Berlim ocorrem após semanas de discussão sobre um plano norte-americano, com envolvimento de assessores próximos de Trump, que busca termos que evitem repetidas invasões. O objetivo é moldar um entendimento para evitar que a paz seja definida sem a presença de Kiev e de seus aliados.
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