O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos governos da França e da Itália que assinem o acordo entre Mercosul e União Europeia. Lula informou que, durante reunião da Unasul com participação da UE, espera que os europeus anunciem a assinatura, sem perder competitividade com o Brasil.
A negociação envolve o acordo comercial entre o bloco sul-americano e a UE, que ocorre após 26 anos de tratativas. Lula destacou que a UE está disposta a avançar, mas que Macron demonstra relutância por receio de perda de competitividade no setor agrícola.
Nesta terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou mecanismos de salvaguarda para importações agrícolas vinculadas ao acordo. O texto amplia restrições em relação à proposta original da Comissão Europeia, apresentada em setembro.
As negociações retomam na quarta-feira (17). O Conselho, que se reúne nos dias 18 e 19, pode votar ainda nesta semana. A conclusão dependerá de aprovação no órgão, abrindo caminho para assinatura.
Se aprovado, Ursula von der Leyen poderá viajar à Cúpula do Mercosul para assinar o pacto. O encontro está marcado para o sábado (20), em Foz do Iguaçu, Brasil, onde ocorrerá a cúpula com participação da União Europeia.
Contexto político e impactos esperados
O acordo é visto como relevante para o agronegócio brasileiro, que teme perdas de competitividade frente produtos europeus de alta qualidade. As salvaguardas visam equilibrar interesses de setores agrícolas e industriais.
Próximos passos e desdobramentos
Caso haja assinatura, o acordo poderá entrar em vigor após ratificação pelos parlamentos nacionais dos dois lados. A expectativa é de efeitos imediatos em competitividade, exportações e regras de importação.
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