O chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez pressionaram, nesta quinta-feira, os líderes da União Europeia para apoiar o acordo de livre comércio com o Mercosul. A França, por meio de Emmanuel Macron, afirmou que o texto ainda não está pronto.
O acordo, em negociação há cerca de 25 anos, seria o maior da UE em cortes tarifários. Defensores afirmam que ajudaria exportações europeias afetadas por tarifas dos EUA e reduziria a dependência da China, especialmente por meio de acesso a minerais estratégicos.
Macron informou que a França não está pronta para assinar, citando números que não batem. França, Itália e outros países temem impactos sobre produtores agrícolas, como carne, açúcar e aves.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está pronta para viajar ao Brasil para assinar o acordo concluído no ano passado entre UE e Mercosul. A aprovação depende dos 27 governos.
Polônia e Hungria manifestam oposição. França e Bélgica desejam maior proteção para agricultores e reciprocidade, com regras sobre pesticidas e padrões de produção.
Parlamentares fecharam acordo provisório sobre salvaguardas agrícolas, incluindo carne bovina e açúcar, para reduzir resistência. A UE ainda avalia se há apoio suficiente entre os 27.
Protestos atingiram Bruxelas: cerca de 150 tratores bloquearam vias, com manifestações em frente ao Parlamento Europeu. Autoridades montaram barreiras e mobilizaram tropas para controle de multidões.
Entre na conversa da comunidade