O governo da Bolívia, de orientação centro-direita, anunciou o fim de duas décadas de subsídios aos combustíveis. A medida foi apresentada na quarta-feira, dia 17, após a posse do presidente Rodrigo Paz em 8 de novembro. O país enfrenta restos de crise econômica ligada aos subsídios.
Segundo o governo, os subsídios drenaram reservas internacionais, impulsionaram corrupção e estimularam contrabando. O anúncio ocorreu no contexto de uma mudança de linha econômica para estabilizar as contas públicas e reduzir distorções no mercado de energia.
Paz afirmou que a retirada de subsídios não significa abandono, mas uma ordem mais justa na política energética. O diesel deixa a lista de substâncias controladas, facilitando importações privadas e ampliando o espaço fiscal.
O governo promete estabilizar preços e gerar recursos para a economia. Em paralelo, anuncia uma repatriação de capitais sem cobrança de impostos, visando fluxo de recursos ao mercado local.
Também foram anunciadas reformas fiscais, com simplificação de impostos e incentivos para aquisição de máquinas. A ideia é estimular a produção e as exportações, mantendo o setor privado como motor de recuperação.
Paralelamente, o salário mínimo será reajustado para 2026, de 395 para 474 dólares. O benefício mira renda de trabalhadores e setores vulneráveis, em meio a inflação recente, que ficou próxima de 12% ao ano em novembro.
O dólar segue escasso no país, comercializado apenas em mercados paralelos acima do câmbio oficial. O pacote completo visa reduzir o déficit fiscal em cerca de 30% e consolidar políticas de recuperação econômica.
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