Mercosul e UE adiaram a assinatura de um grande acordo comercial, previsto para este sábado, após protestos de agricultores na França e Itália. O Brasil, que preside o bloco, disse que levaria a decisão para os pares.
A reunião de chefes de Estado e ministros acontece em Foz do Iguaçu, no Paraná, a partir desta sexta-feira (19). A assinatura foi adiada para janeiro, enquanto as negociações continuam entre ministros e líderes.
Meloni pediu paciência a Lula, que informou levar o tema ao conjunto dos líderes do Mercosul. A UE mantém posição de que a maioria necessária pode ocorrer em janeiro. O texto busca criar a maior zona de livre comércio do mundo.
Na economia, o acordo prevê cláusulas de salvaguarda para proteger setores sensíveis. Agricultores europeus temem maior entrada de carne, arroz, mel e soja sul-americanos com normas de produção diferentes.
Paralelamente, a ponte de integração Brasil-Paraguai deve ser inaugurada nesta sexta-feira, com Peña planejando abrir o lado paraguaio. Milei chega a Foz do Iguaçu para participar da cúpula, sem encontros bilaterais confirmados com Lula.
Do lado político, as relações entre Brasil e Paraguai passaram por tensões após operações de espionagem envolvendo instituições paraguaias. O governo brasileiro reconheceu a espionagem, apontando contragolpes a gestões anteriores.
Economicamente, o Brasil busca incluir setores automotivo e sucroalcooleiro no Mercosul, demanda antiga que enfrenta resistência entre os demais membros. A cúpula reúne Lula, Milei, Orsi e Peña para decidir caminhos do acordo.
Entre na conversa da comunidade