De Wever, líder do ultranacionalismo flamenco, manteve intransigência ao não liberar as reservas russas congeladas para financiar a Ucrânia, diante da pressão de Berlim e da Comissão Europeia. A audiência na cúpula europeia foi marcada por esse impasse.
O primeiro-ministro belga foi o principal personagem da decisão, com apoio de setores favoráveis à estabilidade financeira europeia. A questão envolve ativos do Banco Central da Rússia sob custódia de Euroclear, instituição financeira belga.
Na madrugada de quinta para sexta, em Bruxelas, De Wever reiterou a posição contrária à utilização das reservas. O debate girou em torno de eurobondos como alternativa de financiamento aos ucranianos, tema que dividiu opiniões entre Estados-membros.
Cenário político e apoio interno
A recusa reforçou a imagem do líder como defensor da soberania nacional e da autonomia financeira belga, especialmente entre francófonos. A oposição, ligada a outros pactos da UE, viu na posição um freio a propostas de maior integração.
Impacto e desdobramentos
Com o impasse, a solução de financiamento da Ucrânia ficou dependente de contribuintes europeus e de instrumentos como eurobonos. A posição de De Wever elevou seu perfil na Bélgica após semanas de aceso escrutínio midiático.
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