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OMS vai explorar benefícios de remédios tradicionais

OMS cria grupo técnico para medicina tradicional e integrativa, visando evidência robusta, regulação e integração com a biomedicina, com foco na segurança

Participants at the WHO global Summit on traditional medicine take part in an exercise break during a plenary session.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou um grupo técnico consultivo estratégico para medicina tradicional e integrativa, anunciado nesta semana durante um encontro global. O objetivo é avaliar como práticas tradicionais podem se aproximar da medicina biomédica, assegurando segurança e eficácia para pacientes.

A iniciativa integra pesquisa com tecnologias modernas, como IA, genômica e neuroimagem, para embasar decisões sobre inclusão, regulamentação e estratégias de evidência. O esforço também visa estabelecer uma base de evidência robusta para as práticas tradicionais.

A OMS já trabalha para uma nova estratégia global de medicinas tradicionais para a próxima década. O foco é explorar o potencial dessas práticas, com regulamentação apropriada e integração, quando houver comprovação de benefício e segurança.

Avanços e exemplos

Pesquisadores têm observado experiências de países que já documentam e testam remédios tradicionais, buscando incluir tratamentos em listas oficiais. A Tailândia tem sido citada como referência, com estudos e ensaios clínicos que avaliam terapias à base de plantas.

A chefe do Centro Global de Medicina Tradicional da OMS aponta que a evidência robusta é essencial para decidir sobre a inclusão de práticas na assistência básica. Safer e eficácia devem guiar qualquer integração.

Apesar dos debates, o grupo técnico recém-criado terá como missão manter o foco em métodos confiáveis. A OMS afirma que não abrirá espaço para práticas sem respaldo científico sólido.

Contexto de implementação

Regulamentação de tratamentos e de profissionais é parte do plano estratégico. Quando apropriado, as práticas tradicionais podem coexistir com a biomedicina, sempre com salvaguardas para a segurança do paciente.

A OMS destaca que o uso de medicina tradicional ainda ocorre de forma independente da rede formal de saúde na maioria dos países. A maior parte dos serviços é paga pelo próprio paciente e não costuma passar por controles de qualidade oficiais.

Perspectivas

A organização vê na medicina tradicional uma oportunidade de ampliar o acesso a cuidados de saúde, especialmente em contextos de restrições orçamentárias. Profissionais capacitados em abordagens tradicionais podem fortalecer a cobertura universal.

Mesmo diante de críticas, a OMS reforça que a avaliação de evidência e segurança permanece central. Caso novas evidências emergirem, a instituição promete revisitar o tema com base em dados confiáveis.

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