O Mercosul, sob liderança da Argentina, divulgou um comunicado sobre a Venezuela durante a cúpula realizada neste sábado em Foz do Iguaçu. A carta defende o restabelecimento da democracia e o respeito aos direitos humanos no país caribenho, que já teve suspensão do bloco. Lula não assinou o documento.
O comunicado foi elaborado por Milei, Peña e Mulino e contou com apoio de autoridades da Bolívia, Equador e Peru. O Planalto teme que a carta seja interpretada como respaldo a ação militar dos EUA na Venezuela, o que o Brasil não deseja.
Lula discutiu a situação com Maduro e com Trump por telefone, buscando uma solução diplomática. O presidente afirmou que uma intervenção teria consequências humanitárias graves e criaria um precedente perigoso para a região.
Contexto regional
Milei criticou Maduro, chamando-o de narcoterrorista, durante discurso à imprensa na cúpula. O texto do Mercosul não menciona diretamente a presença militar norte-americana ou as tensões entre EUA e Venezuela. O Mercosul já suspendera a Venezuela em 2017, por rupturas democráticas.
A carta reafirma o compromisso com o Protocolo de Ushuaia e a defesa da democracia, pedindo a libertação de presos políticos e mecanismos para garantia de direitos. O bloco busca manter canais diplomáticos ao tratar de migrantes, crise humanitária e governança venezuelana.
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