O governo de Israel aprovou neste domingo, 21, a abertura de 19 novos assentamentos na Cisjordânia, na região de Judeia e Samaria. A decisão foi apresentada como forma de impedir a criação de um Estado palestino. A medida envolve áreas de alta relevância estratégica e inclui cinco projetos já existentes.
O anúncio foi feito pelo gabinete do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e do ministro da Defesa, Israel Katz. Segundo o comunicado, a iniciativa visa formalizar e ampliar a presença israelense na região, em linha com decisões anteriores do governo.
Entre os 19 novos assentamentos, cinco já funcionavam há anos sem as permissões necessárias. Dois deles, Ganim e Kadim, serão reinstalados após desmantelamento ocorrido há aproximadamente duas décadas, no norte da Cisjordânia.
Contexto internacional e dados oficiais indicam que o ritmo de crescimento de colônias na Cisjordânia atingiu níveis recordes. A ONU apontou, em relatório divulgado recentemente, que o avanço é o mais intenso desde 2017, provocando críticas de várias partes da comunidade internacional.
O aumento da colonização ocorre em meio a episódios de violência entre colonos e palestinos, que tem registrado números elevados desde 7 de outubro de 2023, data de início de novos confrontos na região. Relatórios oficiais indicam mortes entre ambos os lados, com impactos diretos na população civil.
A posição israelense é defendida pelo governo como necessária para impedir um Estado palestino, descrito pela administração como potencial “estado terrorista”. A expansão, porém, enfrenta resistência de organizações internacionais e de países que pedem soluções baseadas no direito internacional e em perspectivas de convivência pacífica.
Os novos projetos de colonização costumam gerar condenações internacionais. Em notas oficiais, diferentes governos destacam a gravidade dos impactos sobre a viabilidade de uma solução de dois Estados, com fronteiras definidas e segurança para ambas as populações.
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