Pope Leo XIV pediu um cessar-fogo global para o dia de Natal, manifestando profunda tristeza pela rejeição, segundo relatos na sua residência perto de Roma. O Santo Padre renovou o apelo a pessoas de boa vontade para um dia de paz, no contexto de tensões entre Rússia e Ucrânia.
Na Ucrânia, uma ofensiva russa com drones e mísseis causou três mortes e deixou sem energia diversas regiões do país na véspera do Natal. A ofensiva, que mobilizou centenas de drones e mais de 30 mísseis, começou na noite anterior e se estendeu até a manhã desta terça-feira, conforme autoridades locais. Entre as vítimas, havia uma criança de quatro anos.
A ofensiva também atingiu infraestruturas de petróleo e gás na Rússia, com um incêndio em uma área industrial da região de Stavropol, segundo o governador local. Imagens de veículos de mídia estatais russos mostraram grandes chamas no local.
Em paralelo, o governo ucraniano informou que realizou ataques contra instalações russas de petróleo e gás. O objetivo foi danificar infraestrutura estratégica no sul da Rússia, conforme dados oficiais. Não houve atualização sobre danos adicionais ou número de feridos.
Entre desdobramentos diplomáticos, houve discussões ocorridas no fim de semana em Miami envolvendo representantes russos, ucranianos e o enviado de Donald Trump. A leitura de fontes próximas indicou que as conversas foram consideradas construtivas, mas sem avanços tangíveis. O presidente ucraniano Zelenskyy afirmou ter sido informado sobre vários rascunhos de documentos, incluindo propostas para encerrar a guerra, garantias de segurança para a Ucrânia e planos de reconstrução pós-conflito.
No leste da Ucrânia, as forças de Kyiv retiraram tropas da cidade de Siversk, em Donetsk, para preservar vidas e a capacidade de combate, enquanto os combates prosseguem nos arredores. A detachedização foi anunciada pelo comando militar, que destacou a continuidade dos conflitos na região.
Um alerta de risco também foi divulgado em relação à usina de Chernobyl. O diretor da instalação mencionou que a restauração completa do abrigo interno poderia levar de três a quatro anos e que outro ataque poderia comprometer a estrutura. A possibilidade de danos adicionais elevou preocupações sobre segurança nuclear na região.
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