O embaixador brasileiro na ONU criticou a ação dos EUA perto da Venezuela, afirmando que o bloqueio naval e a presença militar violam a Carta das Nações Unidas. A declaração ocorreu durante reunião do Conselho de Segurança na terça-feira.
Donald Trump ordenou um bloqueio total a navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela. A medida visa ampliar a pressão militar e econômica sobre o governo de Nicolás Maduro, segundo autoridades americanas.
O Brasil pediu diálogo genuíno entre as partes e a cessação imediata das ações. O governo brasileiro reiterou disposição de colaborar mediante consentimento mútuo dos EUA e da Venezuela, sem coerção.
A Guarda Costeira dos EUA vinha conduzindo ações de interceptação de barcos vinculados à chamada frota fantasma venezuelana, sob alegação de violação de sanções. Dois navios foram apreendidos em dezembro.
A Venezuela sustenta que recebe pressões estrangeiras e acusa ataques aos seus petroleiros, enquanto Maduro afirma estar diante de uma campanha de agressão internacional. A tensão regional aumenta, com possíveis impactos globais.
As autoridades americanas afirmam que a frota real oculta atividades de escoamento de petróleo, com mudanças de bandeira e desligamento de rastreadores. Washington diz que essas ações visam cumprir sanções impostas ao país.
A situação envolve ainda disputas diplomáticas, com países como Rússia e China apoiando a Venezuela em determinados momentos, e outros adotando postura contrária aos EUA. O Conselho de Segurança permanece em sessão permanente para buscar caminhos pacíficos.
O Brasil enfatiza a necessidade de instrumentos políticos e jurídicos para resolver as diferenças, evitando o uso da força e promovendo o respeito ao direito internacional. O tema continua em pauta em organismos internacionais.
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