Franceia condena a proibição de visto imposta pelo governo dos EUA a Thierry Breton, ex-ministro francês e ex-comissário europeu, bem como a outras quatro figuras europeias. A medida envolve acusações de participação na censura de redes sociais e responde a regras da UE consideradas extraterritoriais. O governo francês divulgou a posição nesta quarta-feira.
Breton foi um nome de destaque na condução do Digital Services Act (DSA), acordo da UE para regular grandes plataformas digitais. O objetivo do DSA é coibir abusos online e ampliar responsabilidades de plataformas, sem distorcer o mercado interno.
A administração estadunidense classificou Breton como figura central na implementação do DSA, defendido como regulação europeia de alcance interno. Em resposta, o governo francês reiterou que o DSA não possui alcance extraterritorial e não afeta os EUA.
Reações e próximos passos
O Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que a medida prejudica laços transatlânticos e pediu esclarecimentos. Segundo autoridades francesas, o país permanece comprometido com a cooperação na fiscalização de conteúdo online.
Em Paris, analistas destacam que a controvérsia expõe divergências entre EUA e UE sobre soberania regulatória. O tema pode influenciar debates sobre governança digital e diplomacia em 2025, sem indicar mudanças imediatas nas políticas.
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