O depoimento de John Feeley, ex-embaixador dos EUA no Panamá, traça um recuo das sanções americanas contra o Brasil. Segundo ele, o comportamento errático de Donald Trump influenciou a percepção sobre Jair Bolsonaro e, assim, as tratativas com Washington.
Feeley afirma que a prisão de Bolsonaro mudou a leitura do relacionamento entre os dois países. O diplomata sustenta que Trump passou a ver o aliado como perdemero, o que afetou a disposição de manter ou ampliar medidas contra autoridades brasileiras.
O ex-diplomata comenta ainda que a negociação Brasil-EUA nos últimos meses depende mais de fatores pessoais de Trump do que de conquistas do governo Lula. A entrevista também destaca a suposta influência de assessores de Washington e da K Street sobre decisões de política externa.
Contexto regional e checagem de fatos
De acordo com Feeley, a relação entre Brasil e EUA continua relevante para ambos, independentemente de quem governa. Ele descreve Trump como líder personalista, imprevisível e difícil de negociar, o que, segundo ele, dificulta previsões de ações bilaterais.
O diplomata aponta que não houve estratégia clara de mudança de regime na Venezuela e critica a utilização de argumentos para justificar intervenções. Eleuder a necessidade de um alinhamento entre objetivos e instrumentos da política externa.
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