Israel defendeu neste segunda-feira o reconhecimento formal da República de Somaliland, região autodeclarada independente, diante de questionamentos no Conselho de Segurança sobre motive de Gaza. A medida ocorreu após o país se tornar o primeiro a reconhecer Somaliland na última sexta-feira.
Vários membros do Conselho perguntaram se a decisão busca realocar palestinianos de Gaza ou abrir bases militares no norte da Somália. O diplomata da Liga Árabe no Conselho afirmou que a organização rejeita medidas que alavanquem deslocamento forçado ou bases militares na zona.
O embaixador da Somália no UN informou que aliados como Argélia, Guiana, Serra Leoa e Somália rejeitam qualquer passo para deslocar a população palestina para o noroeste da Somália, citando riscos para a estabilidade regional. Não houve resposta imediata da missão de Israel.
Israel argumentou que o reconhecimento não representa hostilidade à Somália nem impede diálogo futuro entre as partes. Um porta-voz da missão israelense destacou que o reconhecimento é uma oportunidade e não um ato de faces contrárias.
Alguns países ocidentais já reconheceram um estado palestino, seguindo uma tendência de reconhecimento internacional ampliada por decisões recentes de França, Reino Unido, Canadá e Austrália, entre outros. O debate no Conselho intensificou-se após as referências palestinianas a deslocamento por parte de Israel.
O representante dos EUA no Conselho afirmou que o órgão pratica padrões duplos ao tratar da situação palestiniana, enquanto o debate prossegue entre visões divergentes sobre quem a medida afeta diretamente. O enviado da Eslovênia contestou, lembrando que a Palestina é território ocupado e área em observação, o que complica o enquadramento da questão.
Israel anunciou, na semana passada, planos de cooperação imediata com Somaliland em áreas como agricultura, saúde, tecnologia e economia, na expectativa de atrair apoio internacional e ampliar sua influência diplomática.
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