O Conselho de Ministros da Itália aprovou, nesta segunda-feira, um decreto que mantém o envio de ajuda militar à Ucrânia até 2026. O acordo encerra semanas de debate e une posições dentro do governo de Giorgia Meloni.
A medida encerra uma racha na coalizão após a Liga, aliado da premiê, ameaçar abstenção. O partido argumentou que o reforço de apoio poderia alimentar a corrupção e não contribuir para o fim do conflito.
O decreto, semelhante aos textos aprovados nos últimos três anos, prevê envio de veículos, materiais e equipamentos militares a Kiev. A mudança de 2025 aumenta o foco em itens logísticos e médicos para uso civil.
A Liga informou que, diferente de textos anteriores, priorizaria itens para defesa civil contra ataques com mísseis, drones e ciberataques. O texto final ainda depende da aprovação parlamentar em até dois meses.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, do Forza Itália, saudou o projeto, descrevendo-o como equilibrado. O governo afirma manter apoio militar, econômico e político à Ucrânia.
Desde o início da invasão, a Itália já enviou 12 pacotes de ajuda militar a Kiev. O governo não informou publicamente os itens exatos, afirmando que tais dados são classificados.
Dados oficiais indicam que a Itália já destinou mais de 3 bilhões de euros em suprimentos até o momento. O país mantém queda relativa em relação a grandes parceiros europeus, como a Alemanha.
Contexto político
- A coalizão enfrentou tensões entre partidos de direita e moderados sobre a linha externa.
- A decisão, porém, preserva o fluxo de assistência ao longo do próximo mandato.
- A Apeação parlamentar deverá ocorrer dentro de dois meses, para manter o cronograma.
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