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Síria revela sepultura em massa da era Assad Reuters e abre investigação

Governo sírio ordena guarda de fossas em Dhumair, reativa base como quartel e abre investigação criminal; exumações previstas para 2027

A detail of what one witness told Reuters was an incomplete trench dug to take bodies in this mass grave site in the desert near the eastern Syrian town of Dhumair
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O governo sírio ordenou a guarda de uma fossa comum associada a abusos durante o regime de Bashar al-Assad e abriu uma investigação criminal. A decisão vem após uma reportagem da Reuters que revelou um esquema de ocultação de milhares de corpos, operado no deserto perto de Dhumair, a leste de Damasco.

A base militar de Dhumair, desocupada na década passada, foi reativada como quartel e depósito de armas em novembro. Soldados voltaram ao local para manter controle estratégico da área deserta, que liga uma das fortalezas remanescentes do ISIS a Damasco.

Um comitê policial abriu inquérito em novembro sobre a fossa, com visitas aos arredores, fotografias e entrevistas com testemunhas. Entre os entrevistados está Ahmed Ghazal, que auxiliou no transporte de corpos durante a operação Move Earth.

O Ministério da Defesa informou que o acesso ao site exige permissões, emitidas pela pasta, com o objetivo de regular a entrada de pessoas. Dados de imagens de satélite revelam movimentação recente na área da base principal.

A Comissão Nacional para Pessoas Desaparecidas, criada após a saída de Assad, disse estar preparando laboratórios e treinamento para operações de exumação em conformidade com padrões internacionais, com previsão de início em 2027.

As investigações atuais cruzam informações entre suspeitos internos e externos, e a polícia encaminhou o relatório ao promotor de Adra. O promotor Zaman al-Abdullah não detalhou nomes, mas confirmou a relação entre casos antigos e as apurações em curso.

Segundo documentos militares e depoimentos, a logística de Move Earth foi coordenada por um oficial de alto escalão, Mazen Ismander, que não comentou os relatos à Reuters. O objetivo remoto era ocultar a localização de milhares de vítimas de regime anterior.

O episódio remonta a 2018, quando ordens do palácio presidencial ordenaram a exumação em Qutayfah e o transporte de corpos para o deserto de Dhumair. Operação ocorreu entre 2019 e 2021, com caminhões transferindo cadáveres para as trincheiras do deserto.

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