Três pessoas foram presas em Sydney neste domingo à noite durante um protesto não autorizado contra a intervenção militar dos EUA na Venezuela e a suposta remoção do presidente Nicolás Maduro. A operação ocorreu mesmo com uma proibição policial de manifestações públicas no estado de Nova Gales do Sul. O protesto reuniu cerca de 300 pessoas em George Street, com aproximadamente 40 contraprotestos.
Segundo a Polícia de NSW, o evento ocorreu por volta das 18h. Uma mulher de 53 anos foi detida por usar uma vestimenta com mensagens ofensivas. Dois homens, de 26 e 34 anos, foram presos sob suspeita deIr violação da paz. Todos foram encaminhados à delegacia Day Street e liberados ao fim do protesto; até o momento, não houve acusação formal.
O governo de NSW aprovou, em dezembro, leis que fortalecem restrições a manifestações públicas. A polícia pode emitir declarações de restrição de reunião caso haja ameaça de incidente terrorista declarado, o que pode impedir protestos não autorizados.
O movimento recebeu apoio de opositores da Venezuela que celebraram a intervenção, exibindo fotos de Maduro com a palavra capturado. Em contrapartida, manifestantes de apoio à Venezuela carregaram cartazes com mensagens de rejeição à intervenção e ao que chamaram de imperialismo.
Melbourne também registrou protestos com cerca de 200 pessoas, na estação Flinders Street. Cartazes pediam a libertação de Maduro e o fim da mudança de regime. Um porta-voz local destacou a defesa da soberania venezuelana e a solidariedade ao povo venezuelano.
As autoridades australianas não indicaram incidentes relevantes em Victoria. A diáspora venezuelana no país soma milhares de pessoas, conforme dados do censo de 2021. A associação venezuelana na Austrália ressaltou que o momento é emocional para muitos imigrantes.
O primeiro-ministro Anthony Albanese pediu que as partes envolvidas busquem diálogo e diplomacia para evitar escalada, enquanto o governo acompanha a evolução da situação na Venezuela. As informações públicas são da polícia estadual e de organizações da diáspora.
Entre na conversa da comunidade