A líder parlamentar britânica Emily Thornberry afirmou que a falta de condenação ocidental à intervenção militar dos EUA na Venezuela pode estimular China e Rússia a agirem de modo similar. A observação foi feita após o fim de semana em que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi removido e levado aos EUA.
Thornberry, presidente da comissão de assuntos estrangeiros da Câmara dos Comuns, disse que sem resposta coerente e firme, normas do direito internacional podem entrar em colapso. A frustração é de que a ação ocorreu sem repercussão proporcional de aliados.
O episódio ocorreu no fim de semana, quando Maduro foi capturado e trasladado para Nova York. A falta de condenação explícita, segundo Thornberry, pode abrir precedente para que potências endossem ações em suas respectivas esferas de influência.
O governo britânico, mas ainda sem uma posição definitiva, indicou que cabe aos EUA apresentar a base legal de suas ações. A expectativa é que o secretário de Relações Exteriores apresente um comunicado no plenário da Câmara dos Comuns.
Thornberry ainda ressaltou que a ausência de condenação pode enfraquecer o compliance com o direito internacional e tornar ações semelhantes mais aceitáveis. A parlamentar afirmou que é essencial manter normas institucionais claras.
Em comentários a veículos britânicos, a líder conservadora Kemi Badenoch disse que não condenaria nem elogia a intervenção, mantendo cautela sobre as implicações. Ela reconheceu dilemas ao lidar com regimes na região.
Reações e contexto internacional
A situação gera debate sobre o impacto na ordem global e nas relações com aliados. Observadores ressaltam a importância de respostas que fortalecem o direito internacional sem comprometer alianças estratégicas.
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