O Brasil afirmou no Conselho de Segurança da ONU que o ataque ao território venezuelano e o suposto sequestro do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos violam o direito internacional e a soberania de um Estado. A declaração foi feita pelo embaixador Sérgio Danese, representante permanente do Brasil na ONU.
Danese afirmou que a ação militar cruza uma linha inaceitável no direito internacional e pode criar um precedente perigoso para a ordem global. Ele disse que aceitar esse tipo de operação compromete o multilateralismo e a Carta das Nações Unidas, que não autoriza o uso da força como fundamento da ordem internacional.
O diplomata rejeitou as justificativas apresentadas para a operação, lembrando que resultados políticos não justificam violações normativas. Ele ressaltou o risco de memórias históricas na região ao usar a força na América do Sul e reiterou o princípio de que soberanias não podem ser ignoradas por países mais fortes.
Impacto regional
A intervenção é discutida como questão de interesse regional, já que envolve a América do Sul. O Brasil não compõe o Conselho de Segurança, mas teve autorização para falar sobre o tema, considerando seu efeito sobre a paz, a segurança e o direito internacional na região.
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